Assalto a ônibus na BR-050




Um ônibus da empresa Viação Itapemirim, que fazia a linha de Brasília a São Paulo com 38 passageiros, foi assaltado por seis homens e uma mulher durante a madrugada na BR-050. O veículo havia acabado de sair da cidade de Uberlândia e foi interceptado por três veículos, sendo um Fiat Palio Weekend, um CrossFox e uma moto, que não foram identificados.

A Polícia Rodoviária Federal apurou que os marginais obrigaram o motorista do ônibus a entrar em um canavial e saquearam todos os passageiros. Dinheiro e todos os objetos de valor foram levados pelos bandidos. Uma das vítimas contou que o bando teria atacado anteriormente um ônibus da Nacional Expresso, uma vez que, ao juntarem os pertences que sobraram, as vítimas perceberam que alguns objetos e malas não pertenciam a ninguém que estava na viagem.

De acordo com a PRF, a ação aconteceu por volta de 5h, quando o ônibus da Itapemirim, placas MQH-4080/Cachoeiro do Itapemirim (RJ), foi cercado pelos autores em seus veículos com os passageiros armados. Eles entraram e anunciaram o assalto, ordenando ao motorista que seguisse, até que encontraram um local em meio a um canavial, quando determinaram que parasse. Foram levados notebooks, aparelhos celulares, joias, roupas, uma grande quantidade de dinheiro e outros objetos de valor.

Segundo uma mulher, um dos assaltantes deu ordens para irem embora rápido, pois este era o segundo assalto da noite. Horas antes, conforme a testemunha, eles teriam assaltado um ônibus da empresa Nacional Expresso, que também vinha de Brasília, mas o crime não ocorreu na região de Araguari.

Até o fechamento desta edição, nenhum dos marginais havia sido preso pela polícia.

CONDENAÇÃO

Há dois anos, a Justiça mandou a Viação Itapemirim S/A indenizar dez pessoas vítimas de assalto durante viagem interestadual. O valor arbitrado por danos morais foi de 30 mil reais, divididos em partes iguais aos passageiros.

Na oportunidade, os julgadores ressaltaram que, considerando o local e o horário do acontecido, o assalto era um fato previsível, circunstância que afasta o caráter fortuito do mesmo. Portanto, a empresa agiu de maneira ilícita, uma vez que não tomou as medidas necessárias para a proteção dos passageiros.